Quinta-feira, Abril 16, 2009

Nova Morada

Criei este blog há quase 5 anos, e pouco o utilizei.
Coincidiu com uma fase de bastante actividade a nível pessoal, mudanças drásticas e duradouras, dogmas pessoais quebrados e uma vida que deu uma reviravolta de 180º.

Neste momento em que estou a "acamar" dentro de mim todas essas mudanças, achei que era uma boa ideia recomeçar, ou melhor, começar do zero, num sítio limpo, fresco e sem teias de aranha.

Por isso... Mudei-me para aqui!

Visitem-me!

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Terça-feira, Abril 07, 2009

Recomeço?

Ando há algum tempo a pensar em voltar a escrever nos meus diários. Nunca fui grande escritora de diários, muito por pensar que estou a escrever "para o boneco", mas sempre adorei diários! Tenho-os lá em casa guardados, todos, a maior parte deles acabou por ser utilizada para escrever a minha colecção de quadras e poemas escolhidos.

Como a tradição ainda é o que era, os meus diários online vão pelo mesmo caminho... Deixados ao abandono durante anos e, de repente, levam com um sopro para tirar o pó e cá vai disto.

Tenho dois. Este mesmo, e um outro onde só escrevo em inglês, porque foi criado para pessoas amigas do outro lado do oceano seguirem.

Estes últimos dois anos têm sido repletos de mudanças... Desde um casamento a uma gravidez e, agora, a recém maternidade tem-me absorvido muito mais do que eu alguma vez esperei ou imaginei. Mas preciso de me reencontrar!!! Preciso de voltar a explorar outras áreas da minha vida que estão neste momento em stand-by. E preciso de vencer a inércia!!!!!!!

Bem... Tudo isto para dizer que talvez volte aqui a publicar coisas. Digo talvez pois ando a ponderar a hipótese de criar outro blog (e agora quem quer que seja que esteja a ler isto estará a perguntar-se se ando maluca... Tenho dois, não escrevo há que tempos, e vou criar outro?!)...

Pois... A questão é que tenho andado a ler um outro blog de alguém que conheci à pouco tempo mas que já aprendi a admirar bastante... Esta pessoa faz algo que eu, sinceramente, acho que provavelmente é a solução para mim. Um blog em inglês E português... Apetece-me roubar a ideia e fazer o mesmo. Vou pensar. E vou falar com a pessoa em questão para lhe perguntar se se importa que lhe roube a ideia! :-)

Ainda não tenho nome, nem layout, nem ideia do que lá vou escrever... Mas quero começar a fazer alguma coisa, e um blog é o mais imediato!

Vamos ver quanto tempo me dura esta veia.

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Sonho

Tive um sonho muito estranho esta noite, que me deixou a pensar…
Não me lembro de grande parte do sonho, para além de estar ao mesmo tempo numa época medieval e no futuro, ao mesmo tempo num quarto de castelo à espera do (tirano) do marido, vigiada por aias, e numa época futurista com máquinas que medem energia…. E de fugir entre épocas através duma porta, e de revolucionar completamente a parte medieval da coisa (esta parte eu gostei!) … Não pode ter tido um final feliz, afinal de contas, era a época medieval, mas essa parte já não cheguei lá no sonho… E na parte futurista o aparelho medidor de energia disparou quando pus lá as minhas mãos… Tenho a sensação de que houve muito mais no sonho mas não me consigo lembrar.

Quinta-feira, Novembro 15, 2007

Scarborough Fair

Desde sempre que me sinto a viver num tempo que não é o meu. Desde sempre que me sinto mais velha que o suposto. Desde sempre que procuro a minha identidade... Sei que tenho muitas! Ou pelo menos imagino, pois é isso que sinto. No entanto, uma das mais fortes é a Celta. Desde que me conheço como ser pensante que me identifico com artefactos, histórias, sítios com origem celta. Só lhes consegui dar um nome quando comecei a ler muito sobre civilizações (também me fascinam a Maia e a Egípcia - Nunca me identifiquei com a Civilização Inca).

Em homenagem a essa civilização celta à qual já pertenci (e pertenço), deixo aqui uma música liiiiinda e que é cantada por imensa gente por esse mundo fora. Mais informações sobre ela aqui.

Scarborough Fair


If you say that you can't, then I shall reply,
Parsley, sage, rosemary and thyme,
Oh, Let me know that at least you will try,
Or you'll never be a true love of mine.

Love imposes impossible tasks,
Parsley, sage, rosemary and thyme,
But none more than any heart would ask,
I must know you're a true love of mine.

Segunda-feira, Novembro 05, 2007

Morre Lentamente

Morre lentamente
Quem não viaja
Quem não lê
Quem não ouve música
Quem destrói o seu amor próprio
Não se deixa ajudar...

Morre lentamente
Quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
Não arrisca vestir uma cor nova,
Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
Quem evita uma paixão,
Quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente
Quem não vira a mesa
Quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente
Quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
Não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar...

Estejamos vivos, então!

Pablo Neruda

Moon's Song

(On bodies, souls and skins, the silver Moon light shines)
Moon of wombs, of tides, pure moon.
In her daughter night, cones of magic and sorceries,
raise themselves in several tunes, going up and kissing the candid face...
The silver veil slides on everything.
my mind wanders, through the night,
Senseless body, I am nothing but air...
A melody comes from somewhere, without words,
i am breathing it....
"Where is the Light that my sister earth used to emanate?
Sister earth, sister earth, it's your children that generate the light...
Where are they? I can't see many focus, I can't see many focus today, not many light focus
emanating...
I am mirror, Sun light in me reflects,
Light of earth, where is it?
Your children adore you
They make rites,
Celebrate cycles,
Put You on altars,
Bad light of essence, Children that dance in the moonlight,
Essence Light, Mother earth, where is it?"
Around me, a small flash of energy trembles...
i feel the air going up...
Looking at the Moon Goddess from down here, it seems like
i hear singing...

Fabiana Shakti

Sexta-feira, Outubro 27, 2006

Muse

Não são bonitos (na minha opinião), nem primam pelo gosto nas roupas (outra vez na minha opinião, mas o que querem, não gosto de ver um homem todo vestido de branco... a não ser que seja médico...)... Mas que são um espectáculo, são!!!

Muse

Foi um concerto fabuloso, o que se passou ontem no Campo Pequeno.

O espaço em si é muito bonito. Foi a primeira vez que lá fui, saltando por cima de muitas convições anti-tauromáticas, mas para ver Muse corrompi-me um bocadinho e lá dei dinheiro aos senhores dos touros... Realmente a sala é linda, só é pena o que se passa lá dentro normalmente.

A confusão para entrar foi mais que muita. Em termos de logística foi muito, muito mal organizado. Chegámos antes da hora marcada, mas as filas davam volta ao jardim... Entre idas ao supermercado para abastecer de mantimentos e idas ao WC para desabastecer a bexiga, mais a fila, já passava das 21:30 quando entrámos lá dentro. Aparentemente tinha tocado uma banda qualquer que ninguém sabia quem eram, mas também não interessava... (soube de fonte segura, agorinha mesmo, que se chamam Poet in Process) O concerto por muitos esperado começou já às 22 e tal, perante uma multidão vibrante e na expectativa, com a abertura de um cone gigante no meio do palco que se revelou no palco privado do baterista... Brilhante!

O resto é difícil de descrever. Não há mesmo palavras. Foi bom. Muito bom. Só visto mesmo (e ouvido)... Entre pular, gritar, cantar e dançar, houve muito pouco espaço para pensar no cansaço e hoje é que são elas.

Na minha opinião só teve um senão: acabou. E pronto. Só um encore, que acaba de repente (no fim da música, claro), acendem-se as luzes e toda a gente aos pulos ainda, e quando damos por nós já está tudo a sair... Fiquei com a sensação de que ficou a faltar um ponto final.

Terça-feira, Agosto 29, 2006

Gatinhos


Olá. Eu sou a Ísis. Sou uma gatinha cinzenta e gosto de fazer de anjo. Não se enganem pelo meu aspecto.
Olá. Eu sou o Neo. Sou um pequeno diabinho. Gosto de tomar as casas de banho, e a minha mana, de assalto. Sou também um pestinha que adora mimo.

(P.S. Voltei de férias)

Segunda-feira, Julho 31, 2006

Que grande susto...

Na semana que vem os meus gatinhos vão passar umas férias com os meus pais enquanto nós vamos de férias pelo país fora. Lá têm um quintal grande, e vão reencontrar a mãe da Ísis e dois irmãos adoptados dela. Vai ser uma festa, estou eu a prever, na última vez que lá estiveram andavam tolos na brincadeira uns com os outros. Acontece que todos os gatos da minha mãe têm coleiras com guizos, todas iguais, de forma a que se eles por acaso saltam o muro os vizinhos já sabem de onde são, para além de serem mais facilmente encontrados no quintal se se resolverem esconder debaixo de alguma planta. Sabendo isto, e uma vez que eles já estão maiorzitos, pensei que os podia deixar à vontade com os irmãozinhos emprestados, se tivessem também uma coleira como os outros (normalmente ficam num anexo fechados, com janelas enormes e muita luz e algum espaço para extravasarem).

Por isso comprei, fiz uns 500 furos extra em cada uma, e lá fui eu colocar ontem à noite para eles se irem habituando uma semana antes. Devo dizer que nunca tinha posto uma coleira num gato, e também que o pingo de gente chamado Ísis e que por acaso é uma gata tem um pescoço do tamanho de um dedo mindinho (ok, estou a exagerar, mas também nela é tudo pequeno).

No Neo foi fácil. Coloquei a coleira, apertadinha QB e a coisa correu bem. Lá ficou ele a dar saltos mortais sobre si mesmo atrás do guizo. Com a Ísis a coisa já correu pior. Não queria por a coleira de maneira nenhuma. Ficou chateada, fugia, tivemos que ser dois para lhe por a coleira. A dita teve de dar 2 voltas ao pescoço (e era a mais pequena, e com furos extra!), e ficou com o dedito extra que aconselham que fique, para não estrangular a piquena.

Passado um bocado estava eu na cozinha a arrumar coisas, oiço um rostalhar imenso e um miado aflitivo... Vou a ver, a bicha tinha entalado o maxilar inferior na coleira!!!! Tal era a ânsia de a tirar que ficou ali entalada, assanhada e muito chateada! Desta vez dois quase que não eram suficientes para conseguir tirar a coleira à coitada, saímos todos arranhados e muito assustados. Felizmente que ela ficou bem, logo a seguir já ronronava no nosso colo e feliz da vida por já não ter aquela coisa irritante no pescoço.

Fiquei sentada no chão da cozinha uma meia hora a respirar fundo para acalmar... Caramba! Já não há coleiras para ninguém. Vou oferecê-las aos irmãos adoptivos. Rolling Eyes